Wo Bist Du?

Sábado.17.Maio.08 at 3:32 am (Pensamentos)

Nossa, quase 900 views. E eu praticamente não atualizo..
Vamos lá, pessoal. Quem são vocês? Entendam, eu não quero ser chato, mas fiquei curioso. Se todos que lessem isso pudessem deixar um comentário, mesmo que seja algo vazio, como Anônimo, eu agradeceria.
Mais interessante ainda seriam se vocês aproveitassem para deixar onde moram, mais uma vez, só por curiosidade. E como chegaram aqui..

Eu realmente não tenho muito o que dizer. Está tudo correndo (literalmente correndo, para não dizer voando) como a anos atrás. Estou saindo bem pouco de casa, estou acumulando trabalhos (infelizmente estes são um “pouquinho” mais sérios do que na época de colégio..) e principalmente estou levando a vida por simples tédio. Todos os dias são iguais a todos os dias são iguais. Tudo parece frustrantemente previsível, principalmente o que deveria trazer mais emoção à vida.

Imagino pessoas normais sextas e/ou sábados à noite. Um dos cenários possível é dos homens se reúnem em um buteco sujo de esquina para tomar uma cerveja barata com os amigos, comentando sobre as últimas do futebol, as últimas mulheres que comeram, e tirando sarro uns dos outros. Alguma porcaria gordurosa que absorve o gosto de cigarro forte que há pelo ar para acompanhar.

Também temos as mulheres festeiras. Sempre com a última técnica em maquiagem, o melhor dos perfumes, a menor das roupas. É impossível não nota-las, pelos Deuses, é difícil deixar de nota-las. As gurias querem ser elas, os caras querem ser elas. Poderiam ter qualquer um quando quisessem, mas não. Preferem ficar sós, e reclamar e chorar com as amigas. Preferem acreditar que será assim para sempre.

“Entre o rosto e o retrato, o real e o abstrato
Entre a loucura e a lucidez
Entre o uniforme e a nudez
Entre o fim do mundo e o fim do mês
Entre a verdade e o rock inglês
Entre os outros e vocês

Eu me sinto um estrangeiro
Passageiro de algum trem
Que não passa por aqui
Que não passa de ilusão

Entre mortos e feridos
Entre gritos e gemidos
A mentira e a verdade
A solidão e a cidade
Entre um copo e outro da mesma bebida
E entre tantos corpos com a mesma ferida..

Eu me sinto um estrangeiro
Passageiro de algum trem
Que não passa por aqui
Que não passa de ilusão

Entre a crença e os fiéis
Entre os dedos e os anéis
Entra ano e sai ano, sempre os mesmos planos!

Entre a minha boca e a tua há tanto tempo, há tantos planos
Mas eu nunca sei pra onde vamos

E eu me sinto um estrangeiro
Passageiro de algum trem
Que não passa por aqui
E que não passa de ilusão

Que não passa por aqui, não
E que não passa de ilusão!”

–A Revolta dos Dândis (Acústico), Engenheiros do Hawaii.

*P.S.: Acredito que tenha perdido um pouco o foco. Tudo bem, tudo passa.
Tudo passará.

8 Comentários

  1. Letícia disse,

    Estava dando uma olhada nos blogs das pessoas que estudam na unisinos – mais especificamente no curso comunicação digital – e encontrei o blog com o nome “justmajortom”, acho que colocar “just” num nome é estranho, mas vá lá, “Major Tom” é o nome duma música bem legal. Tinha um comentário teu lá, achei o nome familiar e entrei aqui, dei uma lida, os textos me deixaram perturbada. Como tu é pessimista. Tão jovem, tão desiludido.
    Notei algo em comum entre vocês dois (tu e o Tomaz), ambos precisam saber que alguém lê o que estão escrevendo. Pra quê, hein? Que diferença faz? Escrever pra um público é tão bobo, as pessoas deveriam escrever pra si mesmas, sem se importar se alguém está lendo ou não. A partir do momento que está na rede, alguém vai ler.

  2. Azhariel disse,

    Hm.. Acho que você não entendeu, Letícia. Para mim tanto faz se alguém lê ou não, o ponto é que eu sei que estão lendo pelo número de visitas, e queria saber quem era. :] Afinal de contas, eu devo ter passado o endereço diretamente para umas 5 pessoas apenas.
    Sobre meus textos, quando eu os escrevo, são para mim e apenas para mim. Quando eu os publico, podem começar a ser algo para mais pessoas.. Há uma diferença aí. E é esse tipo de pessoa, que possa se identificar de qualquer forma com o que eu sinto, que a opinião se faz relevante para mim.
    No mais, sobre eu ser jovem, pessimista e desiludido, e Major Tom ser uma música legal, eu concordo. E se meus textos te tocaram de alguma maneira, mesmo que negativamente, pode ter certeza de que me considero um pouco mais realizado do que antes desta notícia.
    Obrigado pela opinião, abraços.

  3. poortom disse,

    Bom, algumas considerações..
    1°) A partir do momento que tá na net, não necessariamente vão ler, mas tá disponível. Se eu escrevesse só para mim, certamente eu não teria um blog, usaria o bloco de notas. Eu escrevo quando tenho vontade, não penso em público algum na hora de escrever, mas se alguém lê, e tem algo a considerar sobre meus textos, adoraria ler. Acho isso completamente natural, eu quero crescer como um escritor, quero saber o que os outros acham do que eu tenho a dizer com meus contos/devaneios.
    2°)Quanto ao Just, é “apenas” o que sou. Major Tom não é o nome de música nenhuma, é um personagem de Space Oddity do David Bowie. :)
    E bem, acho que a intenção do Renan é justamente perturbar, ou se não exatamente isso, compartilhar o que ele sente com pessoas. Feedback é sempre bem vindo, afinal de contas.
    No mais, Letícia, és da ComDig?

  4. poortom disse,

    PS: procurando no google, parece que existe uma música chamada Major Tom, mas nunca ouvi falar nem da banda. :P A citação no meu título do blog é explicita pra música do Bowie, anyway.

  5. Churis disse,

    xD~~
    eu leio os posts, mas quase nunca comento =X

  6. Letícia disse,

    Entendi, mas se um dia alguém quiser mostrar que se identificou com algo que tu escreveu, a caixa de comentários aberta já é um grande convite.

    Não falei em escrever ‘apenas’ para si. Falei em escrever pra si mesmo, sem se importar com eventuais leitores. O mais importante é satifazer-se com o próprio texto. Veja bem, o ‘mais importante’. Lógico que é natural ouvir opiniões para crescer.

    Major Tom é uma música bem famosa dos anos oitenta. Procura no youtube, o clipe é bizarro – como a maioria dos da época – mas a música, como eu disse, é bem legal. Tu vai gostar.

    Não acho que a intenção do Renan seja perturbar, acredito que isso seja apenas um reflexo de como ele se sente enquanto escreve. Algumas pessoas só conseguem escrever quando estão tristes ou magoadas. Chamei de pessimista porque é o que parece, mas duvido que ele seja assim o tempo todo.

    Não, não sou da ComDig.

    Lamento caso tenha ofendido um de vocês, não foi a intenção. Gosto de como escrevem (os dois), leio quando tenho tempo.

    Abraços!

  7. Tom. disse,

    Me referi a perturbar como tocar negativamente. Não é perturbar no sentido de incomodar, mas perturbar como bagunçar um pouco as idéias de alguém, confundindo um pouco e dando uma sensação de que tem algo errado. É o que eu sinto, quando alguns textos melancólicos me tocam.

  8. Tom. disse,

    E achei curioso não conhecer a Space Oddity, um dos maiores clássicos do Bowie e conhecer a música que posteriormente foi feita citando ela. Tem a Hallo, Space Boy, do Bowie que também cita o tal astronauta de quem eu roubo o apelido.

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