Porto Alegre, 3 a.m.

Sexta-Feira.30.Maio.08 at 4:17 am (Músicas)

“A violência é tão fascinante
E nossas vidas são tão normais
E você passa de noite e sempre vê
Apartamentos acesos
Tudo parece ser tão real
Mas você viu esse filme também.

Andando nas ruas
Pensei que podia ouvir
Alguém me chamando
Dizendo meu nome.

Já estou cheio de me sentir vazio
Meu corpo é quente e estou sentindo frio
Todo mundo sabe e ninguém quer mais saber
Afinal, amar o próximo é tão demodé.”

–Baader-Meinhof Blues, Legião Urbana.

3h a.m., Porto Alegre

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Such a Heavenly Way to Die.

Sábado.24.Maio.08 at 4:54 am (Músicas, Poemas)

Take me out tonight

Leve-me para sair esta noite

Where there’s music and there’s people

Onde haja música e onde haja pessoas

Who are young and alive

Que são jovens e vivas

Driving in your car

Dirigindo seu carro

I never never want to go home

Eu nunca, nunca mais quero ir para casa

Because I haven’t got one anymore

Porque eu não tenho mais uma

Take me out tonight

Leve-me para sair esta noite

Because I want to see people

Pois eu quero ver pessoas

And I want to see lights

E eu quero ver as luzes

Driving in your car

Dirigindo seu carro

Oh please don’t drop me home

Por favor, não me deixe em casa

Because it’s not my home

Porque já não é minha casa

It’s their home

É a casa deles

And I’m welcome no more

E eu já não sou mais bem vindo

And if a double-decker bus

E se um ônibus de dois andares

Crashes into us

Batesse em nós

To die by your side

Morrer ao seu lado

Such a heavenly way to die

Que forma divina de morrer

And if a ten-ton truck

E se um caminhão de dez toneladas

Kills the both of us

Matasse nós dois

To die by your side

Morrer ao seu lado

Well, the pleasure and the privilege is mine

Bem, o prazer e privilégio são meus

Take me out tonight

Leve-me para sair esta noite

Oh take me anywhere

Leve-me para qualquer lugar

I don’t care, I don’t care, I don’t care

Eu não me importo, eu não me importo, eu não me importo

And in the darkened underpass

E no tunel escuro

I thought “Oh God, my chance has come at last”

Eu pensei “Deus, minha chance finalmente chegou”

But then a strange fear gripped me

Mas então um estranho medo me prendeu

And I just couldn’t ask

E eu simplesmente não pude perguntar

Take me out tonight

Leve-me para sair esta noite

Take me anywhere

Leve-me para qualquer lugar

I don’t care, I don’t care, I don’t care

Eu não me importo, eu não me importo, eu não me importo

Just driving in your car

Apenas dirigindo seu carro

I never never want to go home

Eu nunca mais quero ir para casa

Because I haven’t got one

Porque eu não tenho mais uma

Oh, I haven’t got one

Eu não tenho mais uma

There is a light that never goes out

Há uma luz que nunca se apaga

There is a light that never goes out

Há uma luz que nunca se apaga

There is a light that never goes out

Há uma luz que nunca se apaga

There is a light that never goes out

Há uma luz que nunca se apaga

Fogo e Água

//Não soube decidir se isso poderia ser considerado apenas uma música, por isso a tag Poemas também.

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Black Celebration.

Sexta-Feira.23.Maio.08 at 2:36 am (Músicas, Vídeos)

“Let’s have a black celebration
Black celebration
Tonight

To celebrate the fact
That we’ve seen the back
Of another black day

I look to you
How you carry on
When all hope is gone
Can’t you see

Your optimistic eyes
Seem like paradise
To someone like
Me

I want to take you
In my arms
Forgetting all I couldn’t do today

Black celebration
Black celebration
Tonight

To celebrate the fact
That we’ve seen the back
Of another black day

I look to you
And your strong belief
Me, I want relief
Tonight

Consolation
I want so much
Want to feel your touch
Tonight

Take me in your arms
Forgetting all you couldn’t do today

Black celebration
I’ll drink to that
Black celebration
Tonight”

–Black Celebration, Depeche Mode.

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Wo Bist Du?

Sábado.17.Maio.08 at 3:32 am (Pensamentos)

Nossa, quase 900 views. E eu praticamente não atualizo..
Vamos lá, pessoal. Quem são vocês? Entendam, eu não quero ser chato, mas fiquei curioso. Se todos que lessem isso pudessem deixar um comentário, mesmo que seja algo vazio, como Anônimo, eu agradeceria.
Mais interessante ainda seriam se vocês aproveitassem para deixar onde moram, mais uma vez, só por curiosidade. E como chegaram aqui..

Eu realmente não tenho muito o que dizer. Está tudo correndo (literalmente correndo, para não dizer voando) como a anos atrás. Estou saindo bem pouco de casa, estou acumulando trabalhos (infelizmente estes são um “pouquinho” mais sérios do que na época de colégio..) e principalmente estou levando a vida por simples tédio. Todos os dias são iguais a todos os dias são iguais. Tudo parece frustrantemente previsível, principalmente o que deveria trazer mais emoção à vida.

Imagino pessoas normais sextas e/ou sábados à noite. Um dos cenários possível é dos homens se reúnem em um buteco sujo de esquina para tomar uma cerveja barata com os amigos, comentando sobre as últimas do futebol, as últimas mulheres que comeram, e tirando sarro uns dos outros. Alguma porcaria gordurosa que absorve o gosto de cigarro forte que há pelo ar para acompanhar.

Também temos as mulheres festeiras. Sempre com a última técnica em maquiagem, o melhor dos perfumes, a menor das roupas. É impossível não nota-las, pelos Deuses, é difícil deixar de nota-las. As gurias querem ser elas, os caras querem ser elas. Poderiam ter qualquer um quando quisessem, mas não. Preferem ficar sós, e reclamar e chorar com as amigas. Preferem acreditar que será assim para sempre.

“Entre o rosto e o retrato, o real e o abstrato
Entre a loucura e a lucidez
Entre o uniforme e a nudez
Entre o fim do mundo e o fim do mês
Entre a verdade e o rock inglês
Entre os outros e vocês

Eu me sinto um estrangeiro
Passageiro de algum trem
Que não passa por aqui
Que não passa de ilusão

Entre mortos e feridos
Entre gritos e gemidos
A mentira e a verdade
A solidão e a cidade
Entre um copo e outro da mesma bebida
E entre tantos corpos com a mesma ferida..

Eu me sinto um estrangeiro
Passageiro de algum trem
Que não passa por aqui
Que não passa de ilusão

Entre a crença e os fiéis
Entre os dedos e os anéis
Entra ano e sai ano, sempre os mesmos planos!

Entre a minha boca e a tua há tanto tempo, há tantos planos
Mas eu nunca sei pra onde vamos

E eu me sinto um estrangeiro
Passageiro de algum trem
Que não passa por aqui
E que não passa de ilusão

Que não passa por aqui, não
E que não passa de ilusão!”

–A Revolta dos Dândis (Acústico), Engenheiros do Hawaii.

*P.S.: Acredito que tenha perdido um pouco o foco. Tudo bem, tudo passa.
Tudo passará.

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