Por Enquanto.
Ah, irritações. Acho incrível que quem acompanha o teu crescimento mais de perto é o que menos parece notar. Meus pais me protegem demais. De forma tal que eles querem TANTO o “melhor para mim” que eu não agüento, me sinto sufocado demais.
Essa é minha vida ou a deles? Afinal, que diferença faz eu estar consciente neste corpo se como uma marionete sou controlado por eles, em todas as ações? Minha mãe carregou dentro do ventre durante 9 meses, e durante mais 18 anos tem cuidado de mim. Não quero parecer mimado ou ingrato.. Mas quem me conhece sabe da situação. Quando se toca no assunto, eu escuto a palavra responsabilidade. “Quando tu tiver alguma responsabilidade, Renan, aí tu vai poder fazer o que quiser.”. Parece bom.
Pena que eles que decidem quando eu sou responsável e quando não sou. Achava que era por questão de notas, mas não é. Estou indo bem, quase liderando a minha turma na maior parte das cadeiras.
Inútil. Tudo para me manter debaixo de suas asas.
“Mudaram as estações
E nada mudou
Mas eu sei
Que alguma coisa aconteceu
Está tudo assim tão diferente…
Se lembra quando a gente
Chegou um dia a acreditar
Que tudo era prá sempre
Sem saber
Que o pra sempre
Sempre acaba…
Mas nada vai
Conseguir mudar o que ficou
Quando penso em alguém
Só penso em você
E aí então estamos bem…
Mesmo com tantos motivos
Prá deixar tudo como está
E nem desistir, nem tentar
Agora tanto faz
Estamos indo de volta prá casa…”
Agora eu vou lá, sair contra a vontade deles. Me destruir com álcool. Mas não antes de brindar à vocês: Os melhores pais do mundo.
Por Razões Desconhecidas.
“Eu sei que se o destino for gentil, eu tenho o resto em mente.
Mas meu coração, ele não bate, ele não bate da forma que costumava.
E meus olhos, eles não te vêem mais.
E meus lábios, eles não beijam, não da forma que costumavam.
E meus olhos não mais te reconhecem..
Por razões desconhecidas.“
De certa forma, sobre carência, nostalgia, e outras doenças terminais.
