Priestess' Blood.

sábado.14.novembro.09 at 7:42 pm (Pensamentos)

You wanted to take your time with him
You wanted to suck his blood
But before you can rip into his veins
You’d better take the reins

‘Cause he’s riding into the sun
Since it’s been going on
You know there’s something wrong
It all started because
She wants to drain his blood

It’s far too late to hesitate
Too hard to part
Just drive it through her heart
‘Cause if you can’t..
She’s got you in her hand

‘Cause he’s riding into the sun..

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Trust.

quarta-feira.14.outubro.09 at 8:14 pm (Pensamentos)

A confiança pode ser um tema delicado. O que é, realmente, confiar em alguém? Temos que confiar todos os dias, acreditar, mesmo não tendo evidências concretas (ou até evidência alguma, muitas vezes) de que deveríamos. Temos que confiar que o motorista do ônibus ou taxi vai nos levar até nosso destino em segurança. Temos que confiar até mesmo no desconhecido: Confiar que ninguém vai nos roubar enquanto não estamos olhando. Vendo desta forma, confiança pode parecer algo trivial. Já a depositamos tantas vezes por dia em tantos, não é?
A questão é o que estamos dispostos a arriscar quando confiamos. No exemplo dos motoristas, teoricamente pode-se perder a vida em um acidente.. Porém as chances são tão pequenas que acho difícil alguém entrar em um ônibus ou taxi considerando que pode perder a vida. Na pior das hipóteses, se machucar fisicamente.. Com isso ninguém se importa muito.Perder algumas coisas materiais.. Nada insubstituível. Não quero trivializar: Será um saco, a pessoa se sentirá mal, mas vai superar tranquilamente. Acontece todos os dias, é normal.
Começamos a ter problemas se o sinistro acaba de acontecer com a pessoa. Pessoalmente, eu não tenho medo de viajar de avião. Já viajei algumas vezes e nunca tive nenhum problema. Agora, tenho certeza que se eu tivesse depositado minha confiança no avião, no piloto, na companhia, e o avião caísse.. Quanto tempo demoraria para eu viajar de avião novamente? Eu imediatamente ignoraria todas as vezes que minhas viagens foram bem sucedidas, temendo que aquele evento traumatizante acontecesse novamente.

Isto não é racional. Isto é puramente emocional, há uma marca, uma ferida no âmago do meu ser que arde sempre que tenho que permitir que aconteça algo que não confio. Estatisticamente, as chances de acontecer novamente são maiories ou menores? Racionalmente, vale a pena correr o risco? Emocionalmente.. Sofro a cada viagem, como se acontecesse novamente. Sempre preciso que me consolem dezenas de vezes, dizendo que é passado. Que não vai voltar. Que nem foi tão ruim assim. Então deixo a viagem passar.. O que eu ainda tenho a perder?


“Memories fade

Like looking through a fogged mirror
Decisions to decisions are made and not bought
But I thought this wouldn’t hurt a lot
..I guess not.

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Pain Suppression.

quarta-feira.30.setembro.09 at 12:34 am (Pensamentos)

Esse é um daqueles posts que eu decido (pois julgo que preciso) abrir alguns trechos da minha vida como se fossem parte de um livro aberto. Isso é tenso, mas é a forma que eu tenho de tirar essas coisas de dentro de mim. Hora de vomitar alguns demônios..

Alguns tantos anos atrás, eu decepcionei alguém. Eu decepcionei como havia jurado que nunca faria, causei uma dor tão grande em alguém que possuía tanto afeto por mim que, penso agora, poderia ter destruido-a se esta pessoa não tivesse a cabeça no lugar. Talvez a pior parte seja o fato de que quando fiz isso, foi sem peso nenhum no coração. Apenas fiz, pois assim ditava minha vontade. “Eu não amo mais você.”. Esta talvez seja a frase mais nociva que um ser possa dizer à outro. Quem dera eu soubesse.. Bem, resumo da ópera, meses depois eu estava correndo atrás do erro. Meses. E basta dizer que colhi o que plantei  neste tempo: Decepção, lágrimas, frio.. Vazio. Coisas que demorei anos para aprender a suportar, e ainda me atormentam. Estes fantasmas me visitam até hoje, nas mais gélidas noites solitárias. O demônio da solidão que se seguiu ainda afaga minha cabeça quando baixo a guarda. Meus erros seguintes, mais explícitos? Não me questionar sobre estar certo ou errado. Não levar em consideração os sentimentos dos outros. Não saber perdoar, seja quem for.
Mas aprendi a lição. Não se deve decepcionar as pessoas. Deve-se plantar o que se deseja colher.

Recentemente, alguém muito importante me decepcionou. Me decepcionou de uma forma tal que sinceramente não lembro de ter imaginado possível antes, de forma tal que julgava ser absolutamente impossível perdoar. Me machucou tão profundamente que tenho certeza que mesmo depois que eu pare de sangrar, permanecerá uma ferida. Um breve sussurro, um peso a mais em tempos difíceis.. Enfim, creio ter definido bem o sentimento. Procurando por referências para esta dor, encontrei-me comparando isto àquilo que causei em outrem, tempos atrás. Notei e pensei, refleti sobre como aquela história poderia ter acabado. Não parecia haver muitas alternativas: Seguir em frente, cada um para seu lado, marcados.. Feridos na alma, possivelmente para sempre. Um pela angústia de sentir-se pisoteado e descartado, outro por não ser capaz de se perdoar.. Um caminho tortuoso, mas ainda assim relativamente fácil. Mas eu não deixaria alguém que amo ferido novamente. Seja por princípios ou seja puramente pela consciência de amar desta forma, simplesmente não poderia deixar. Sendo assim, resolvi me sacrificar. Sacrificar um pouco de tudo que eu sou: Um pouco do meu respeito próprio, orgulho, um tanto da minha sanidade, minha saúde física e mental.. Me sacrificar, pois não havia alternativa sem dor.

–Gostaria de fazer uma breve pausa nesta narrativa para explicitar as motivações deste persona. Este é um cavaleiro. Um humano pertencente à uma ordem de cavalaria, com princípios (muitas vezes questionáveis) rígidos. Entre eles é necessário citar o sacrifício do ser pelo seus queridos. O motivo é que este cavaleiro pode aguentar o que vier. Ele poderá sair da batalha muito ferido, mas sempre viverá. E o bem-estar de seus protegidos será todo o conforto que necessitará para recuperar-se.–

Concluí que não havia como ajudar alguém a se levantar se eu sequer conseguia ficar de pé por conta própria. A única alternativa viável seria ignorar esta dor, trancafia-la em algum lugar escuro dentro de mim (pois ainda estava amarrada à meu coração, não havia como simplesmente joga-la fora; não ainda) e esquece-la por um tempo. E assim aconteceu, suprimi a dor. Ela não mais me incomodaria até eu ter feito o que era preciso. E assim fiz: Perdoei, mas talvez mais importante, ensinei a perdoar. Plantei amor ao invés de rancor e mágoas em uma terra chamuscada por saber que se a semente é verdadeira, ela cresce forte em qualquer lugar. Cumpri meu dever. Finquei minha espada no chão. Caí, por desgaste. Senti aquele baú finalmente quebrando, com todos os problemas mais violentos atacando uma alma enfraquecida. Este é o preço que sabia que viria a pagar, não digo que me arrependo ou nada do tipo. Muito pelo contrário, sinto orgulho de tudo. Mas agora preciso de uma força que não possuo no momento, preciso ser deitado e tratado. A batalha foi vencida e o dragão enterrado, mas ainda preciso sobreviver..

“Do not injustice to another
Defend the weak and innocent
Let truth and honor always guide you
Let courage find the light within

Stand up when no one else is willing
Act not in hatred or in spite
Be to this world as a perfect knight
Even if it means your life

“The human animal is a beautiful and terrible creature, capable of limitless compassion and unfathomable cruelty. If you wish to find that which becomes the dividing line between mankind and other biological classifications, it rests not in brain size, dominance, or even emotional capability, but lies in the unique capacity for human beings to reflect on their actions and show regret, what is most certainly the ability to empathize, that gives them their position. All animals understand love and affection, but only man shows the propensity to place himself into the shoes of another lifeform. Losing this capability, among individuals of this species, reduces them below their much heralded position, and readies the climate for the likely fall of man, the fall from grace.”

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Happiness is a Warm Gun.

segunda-feira.28.setembro.09 at 8:40 pm (Pensamentos)

Ontem à noite, eu conheci uma guria
Já era tarde, era quase dia.
Era o princípio de um precipício.
Era o meu corpo que caía.

Ontem à noite, a noite tava fria
Tudo queimava mas nada aquecia.
Ela apareceu, parecia tão sozinha.
Parecia que era minha aquela solidão.

Ontem à noite eu conheci uma guria que eu já conhecia
de outros carnavais com outras fantasias
Ela apareceu, parecia tão sozinha.
Parecia que era minha aquela solidão.

No início era um precipício, meu corpo que caía
Depois virou um vício (foi tão difícil)
Acordar no outro dia..
Ela apareceu, parecia tão sozinha.
Parecia que era minha aquela.. Solidão.

I am the Angel
you are the hands that grab me

I am the mountain
that watches the valley
pretending the answer
lies under my thumb

I am your secret
that makes you feel stronger
that makes you act colder
when I’m around

I am the Angel
you are the hatred
that has sipped my blood
and broken my wing

I am forgotten
but you are forgiven
still I long for the sleep
that never comes to me

I am empty…
I am cold…
I am cold…

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It's just begun.

terça-feira.25.agosto.09 at 6:01 pm (Pensamentos)

She Wants Revenge é tudo que eu tenho escutado, em absoluto. E a cada música que eu paro pra prestar atenção eu me pergunto se esses caras ensiam a ler mentes ou sei lá. |:

“Someone’s going home alone again tonight..
A quiet drive back to a cold house down the road.
With nobody left to fight, and no one to hold you tight.
Someone’s going home alone again tonight.

Whisper to me softly, “I’m yours”
Until we know it’s time to leave.
Act as if this is forever, assume the roles we could never be
‘Cause all these friends of mine would like to think they’ve found the one
But tell me that with us it’s different, tell me that we’ve just begun.”

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People Are Strange.

domingo.14.junho.09 at 5:44 pm (Pensamentos)

E quem vai dizer que não? As pessoas mudam tão rápido.. Ou ao menos começam a mostrar facetas de suas personalidades que escondiam tão bem, tão espontaneamente. Me faz pensar se eu já conheci alguém de verdade; se eu já conheci todas as formas que alguém se apresenta para o mundo. Será que eu sou assim também?
Óbvio que sim. Será que alguém realmente me conhece? Será que EU me conheço?

“Será só imaginação?
Será que nada vai acontecer?
Será que é tudo isso em vão?
Será que vamos conseguir vencer?”

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Dores.

domingo.31.maio.09 at 6:09 pm (Pensamentos)

Pensei em escrever sobre dores pequenas, sentimentos passageiros, ilusões.. Mas seria mais uma vez eu tentando equilibrar a felicidade com alguma outra coisa, acho. Mas a verdade é que essa é a parte do filme que alguém fala “Está tudo perfeito”. Aí outro diz “Perfeito até demais..”, e então surge algum monstro, ou alguém é comido por um tubarão.

Esse medo semiconsciente é um dos piores que eu posso imaginar. Ia escrever ainda sobre pequenas dores e sentimentos bobos, mas o sono é maior. Como é difícil sobreviver sabendo-se que sou a pior pessoa que jamais vou conhecer.

Masoquismo emocional.

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Simples.

sábado.9.maio.09 at 6:47 am (Pensamentos)

“A simple restriction make us see
That not everything is how we want it to be.”

Tenso. Fazia décadas que eu não chegava de uma festa tão destruído, em todos os sentidos que consigo imaginar. Apenas minha mente continua no lugar, praticamente não bebi; meu corpo congelou, minhas pernas percorreram kilometros. As emoções se misturam e colidem como um maldito redemoinho de pensamentos. Sentimentos há muito esquecidos voltam e lá vamos nós novamente.

“I’d sail across the ocean
I’d walk a hundred miles
If I could make it to the end
Oh, just to see a smile.”

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S.

quinta-feira.7.maio.09 at 1:05 am (Imagens, Músicas)

Amo

“Shake off the rain and dry off
And come inside tonight
You don’t have to be alone
You don’t have to be, love
You’ve got the prettiest face that I ever did see
With eyes so sad like songs I swear I’ve known

And I hope to God that you’re not pretending
Cause if you are I swear I don’t know
What I’m gonna do

But I promise you that I’ll be good to you
If you promise that you’ll try to love me too
Somehow

I’d steal a hundred kisses
Before you’d say goodbye
And then make a hundred wishes
In the name of you and I
Cause what we have is secret
So don’t let no one know
The past can’t come between us if we both just let it go
Today’s the perfect day
Today’s the day I tell you, oh
If you ever walk away
Then I would die right there for you..

Give me your every breath and promise me your world
I don’t ask for much at all
All I want is all you’ve got
Could you be that girl
Are you thinking of me
Or have I projected all of my hopes on you

And I know there’ll be nights filled with tears
I know that there’ll be fights and fears
But that’s a part of it too

So do you think I have the slightest chance to be
Everything to you
Cause you mean everything to me
 

I’d steal a hundred kisses
Before you’d say goodbye
And then make a hundred wishes
In the name of you and I
Cause what we have is secret
So don’t let no one know
The past can’t come between us if we both just let it go
Today’s the perfect day
Today’s the day I tell you, oh
If you ever walk away
Then I would die right there for you
For you.”

A Hundred Kisses, She Wants Revenge.

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Capítulo III

quinta-feira.16.abril.09 at 1:09 am (Contos)

Sonhos são complicados. Não há presente, passado e futuro – ao menos definitivamente não nos conceitos humanos; há apenas o agora. Este modifica-se sem deixar rastros do que já se foi o indícios do que será. [] estava perdido em uma estação de trem antiga, envolta por uma névoa espessa que não o deixava ver nada muito além do ponto de entrada e saída. Não sentia frio, calor, tristeza ou felicidade. Não sentia absolutamente nada, nem mesmo vazio. O antigo relógio da estação parecia ser a fonte do único som no mundo: Tick. Tick. Tick. Ainda faltavam 120 ticks para as 12h. De alguma forma ele sabia que se tratava da meia noite, embora o lugar parecesse existir em seu próprio tempo. Em uma biblioteca aconchegante, estendeu a mão para pegar um livro de capa de couro vermelho escuro ao mesmo tempo que uma jovem. Suas mãos se encontraram, e logo após, seus olhos. Permaneceram desta forma durante algum tempo. [] não conseguia se recordar de algum momento em sua vida que tivesse sido mais feliz; um momento em que tivesse sentido sua alma ser mais plena do que durante aqueles poucos segundos. Ele sentia seu coração bater freneticamente, sentia seu sangue correr livre por todo seu corpo. Sentia-se vivo. Porém, estava em um beco imundo e frio, vestindo pouquíssimos trapos que, em um dia muito distante, foram roupas. Seus pés calejados andavam descalços sobre uma fina camada de neve que cobria o chão. Juntou algumas caixas de papelão em um canto para poder se atirar ali. Pensou em sua figura materna, que fora levada fazia algumas semanas pelo inverno. Pensou em sua figura paterna, ou em seus punhos e seu bafo de cachaça, partes que conseguia recordar com mais nitidez. Ele não fazia idéia da temperatura naquele momento, mas sabia muito bem que em seu interior, mil facas perfuravam-no. Virou-se de lado e enxugou as lágrimas com suas mangas cinzentas. Fechou os olhos, desejando que aquilo acabasse. Precisava acabar, de qualquer forma.. Abriu os olhos para a estação de trem. Ainda restavam 30 ticks no relógio. Ao longe, pôde ver a luz do trem que se aproximava. 20 ticks. Queria achar um sentido em tudo aquilo. Não deveria ser aleatório. 15 ticks. Se sua vida fosse desprovida de sentimentos como a estação, seria melhor? 10 ticks. Uma vida sem a presença da dor significa uma vida sem a apreciação do amor, mesmo que presente. 5 ticks. Deu um passo à frente, em direção aos trilhos. Tick. Mais um passo, e pôde ver claramente como não havia injustiça ali. Apenas uma grande balança, imutável. Tick. Com mais um passo, reviu seus piores momentos. Tick. Mais um passo e toda sua vida estava conectada, cada lágrima a cada sorriso. Tick.

Tick.

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